Exoesqueleto robótico: O que é? E para que serve?

Você já ouviu falar em aparelhos que se adaptam ao corpo do ser humano? São chamados de exoesqueleto robótico.

Mas o que são ao certo? Para que servem? Como foram descobertos?

Neste artigo você irá aprender tudo acerca de exoesqueletos. Exoesqueleto EKSO

A ficção que se tornou realidade…

Um exemplo de exoesqueleto, para os nascidos nos anos 70, será a série de televisão norte-americana, produzida e exibida entre 1974 e 1978, que se chamava “O Homem de Seis Milhões de Dólares”.

Mas deixando a ficção e voltando à realidade, se você esteve atento ao campeonato do mundo de futebol “Copa 2014“, que correu em 2014 no Brasil, certamente você também viu o primeiro chute feito por um paraplégico com o exoesqueleto criado pelo cientista brasileiro Miguel Nicolelis.

Mas o que é um exoesqueleto robótico?

Usado pela primeira vez há 40 anos, em 1960, o primeiro exoesqueleto foi desenvolvido nos Estados Unidos pelas Forças Armadas.

O exoesqueleto é um conjunto de material que, coordenado por um computador, permite alcançar feitos quase inacreditáveis, como levantar um peso de 90kg como se fossem “apenas” 4kg. Colocado sobre o ser humano, esta armadura é composta de partes fixas e partes amovíveis, que imitam os nossos braços e pernas.

Os exoesqueletos robóticos actuais têm como finalidade ajudar o ser humano a efectuar um determinado movimento.

Actualmente já se contam vários tipos de exoesqueletos em estados avançados em todo o mundo. Andar apesar da deficiência, ajudar socorristas, carregar objectos pesados, ou até para correr mais rápidos, são essas as várias áreas onde os exoesqueletos já podem ser vistos.

Exoesqueleto e os militares

Continuando a ser usados e desenvolvidos pelos e para os militares, os exoesqueletos auxiliam os militares em movimentos que seriam impossíveis sem essa ajuda.

Exoesqueleto HULC

Um dos exemplos é o HULC (Human Universal Load Carrier). Este dispositivo encaixa-se nas pernas do utilizador (ver imagem anterior) e permite a adiação de diversos objectos, ampliando assim as suas capacidades e possibilidades. Este projecto foi inicialmente desenvolvido pela Berkeley Bionics, mas é a Lockheed Martin quem está a continuar o seu desenvolvimento.

Existem muitos outros exemplos de exoesqueletos usados pelos militares.

Exoesqueleto e a saúde

O HAL (Hybrid Assistive Limb) é um dos vários exemplos quando se fala em exoesqueleto na área da saúde.

Contando já com duas versões HAL 3 e HAL 5, destinado às pessoas idosas e às que sofrem algum tipo de limitação física, este exoesqueleto é desenvolvido pela empresa japonesa Cyberdine.

Ligado ao cérebro do utilizador, usando os sinais emitidos pelo cérebro, este dispositivo foi concebido para operar evitando qualquer tipo de esforço físico.

Há outros exoesqueletos ligados à saúde, que dão mais liberdade aos idosos e pessoas com algumas limitações.

Um dos exemplos é o EKSO (ver imagem do início do artigo), que permite aos paraplégicos de se levantarem da cadeira de rodas e caminharem em linha recta a uma velocidade de 3,2km/h com o auxílio de muletas (canadianas).

Exoesqueleto ajuda os paraplégicos

De acordo com a Globo, a equipa do Miguel Nicolelis ficou surpreendida por muitos pacientes e voluntários paraplégicos, que participavam em treinos para o uso de um exoesqueleto controlado pelo cérebro. Estes apresentaram sinais de recuperação neurológica parcial, melhorando as sensações de tacto e no controlo voluntário dos músculos dos membros inferiores.

Este exoesqueleto, que é controlado directamente por actividades cerebrais, permite fazer com que o paraplégico volte a andar, melhorando assim a sua mobilidade.

O resultado foi brilhante quando se viu aquele pontapé inicial da Copa do Mundo 2014, a 12 de Junho de 2014.

E você, o que achou deste envolvimento da tecnologia com a saúde? Deixe-nos o seu comentário.

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