YouTube: conheça a sua história

Para muitos, certamente que o YouTube é apenas um site onde se vêem e alojam vídeos, mas o YouTube é também usado para outros fins.

Vamos ver quais são, mas para isso vamos começar por descrever um pouco da sua história e ver como funciona.

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Como nasceu o YouTube?

Youtube conta com 9 anos de existência, tendo sido registado a 14 de Fevereiro de 2005 por 3 funcionários da PayPal, Chad Hurley, Steve Chen e Jawed Karim que lançaram uma versão de teste de um site que viria a ser chamado YouTube.

Tinha como finalidade a partilha de vídeos, as pessoas criavam uma conta e faziam o upload dos vídeos que pretendiam partilhar.

Já em Dezembro desse mesmo ano, foi oficialmente lançado com 8 milhões de vídeos visualizados por dia, tendo-se assegurado no mês anterior com uma primeira fase de financiamento junto da Sequoia Capital, no valor de 3,5 milhões de dólares americanos.

Em 9 de Outubro de 2006, foi comprado pela gigantesca Google por 1,65 bilhão de dólares (US). Com esta aquisição, a Google pretendia assim combinar o Google AdSense e o Google Video para ficar tudo no YouTube. Este, inicialmente, começou por ser um site onde se partilhavam vídeos cómicos, brincadeiras, etc. Podemos encontrar ainda hoje todo esse tipo de partilhas, mas também já podemos assistir a debates, filmes, concertos, vídeos musicais, entre outros tipos de vídeo.

Actualmente o YouTube abriu as portas a transmissões em streaming, vídeos de alta qualidade (vulgarmente conhecidos por HD, do inglês High Definition), vídeos longos (>1h de transmissão) e é também utilizado para outros fins. Em números, podemos dizer que em Maio de 2010, o Youtube ultrapassara os 2 mil milhões de visualizações por dia.

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Como funciona?

O YouTube é usado por maior parte dos utilizadores da Internet para carregar e publicar vídeos, mas que tipo de ficheiros de vídeos podemos carregar? É necessário alguma conversão de ficheiros (arquivos)?

Hoje em dia, existem muitos formatos de extensões de vídeos, umas mais comuns, outras nem tanto. Algumas funcionam em qualquer leitor de vídeos, mais conhecido por player, outras requerem o seu próprio leitor de vídeo dedicado (ex.: QuickTime, da Apple; Windows Media Player, da Microsoft; etc.). Além de todos aqueles já citados, existe o Adobe Flash Player que é usado para converter todos os vídeos carregados no YouTube. Este leitor lê todos os vídeos de formato com extensão *.flv, e é precisamente com essa mesma extensão que ficam todos os vídeos no YouTube, por dois grandes motivos:

1. a nível da compressão: os ficheiros (arquivos) de vídeo com extensão *.flv são mais comprimidos, ou seja, o ratio é muito maior do que os outros. Por outras palavras, o tamanho dos ficheiros (arquivos) de vídeo *.flv será sempre menor do que por exemplo um ficheiro (arquivo) *.mp4 ou *.avi.

2. a nível da sua reprodução: este não necessita de nenhum leitor específico, mas exige a instalação do Adobe Flash Player (ele é gratuito e de fácil instalação).

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Clique na imagem para abrir o site de instalação.

É possível fazer-se o upload de ficheiros com os seguintes formatos:

  • Audio-Visual Interleave (*.avi)
  • Moving Pictures Expert Group (*.mgp)
  • Quicktime (*.mov)

Os ficheiros (arquivos) de vídeo que forem carregados com os formatos acima mencionados são automaticamente convertidos sem a intervenção do utilizador ficando com o formato *.flv. Dependendo do tamanho do ficheiro (arquivo) do vídeo original e da velocidade da internet, este upload poderá levar segundos, minutos ou até horas, tempo esse que é denominado pelo YouTube como processing time (tempo de processamento). Com a evolução, já é possível também fazer-se o upload através dos smartphones e tablets.

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O YouTube assegura um modo que torna acessíveis as tarefas de upload e visualização para qualquer utilizador, definindo igualmente algumas regras que este deverá seguir. Clique aqui para abrir os Termos de Utilização do Youtube.

O YouTube disponibilizou uma ferramenta de partilha de vídeos pelas várias redes sociais (Facebook, Google +, Blogspot, Hi5, etc.).

O grande número de vídeos existentes no YouTube levou este a optar por separar as áreas, criando menus específicos para cada uma delas (ver imagem seguinte).

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O YouTube está em constante evolução, como podemos constar, pois inicialmente a única resolução possível era de 320x240px utilizando o codec Sorenson Spark com um som MP3 mono. Em Junho de 2007, YouTube juntou uma opção com objectivo de visualizar vídeos com formato 3gp para telemóveis. Em Março de 2008, foi acrescentada a possibilidade de se verem vídeos de alta qualidade, passando do formato 4:3 para um ecrã 16:9. Com esta funcionalidade, YouTube passou a usar o codec H.264/MPEG-4 AVC como formato de compressão de vídeo por defeito com som estéreo AAC. Em Novembro de 2009, foi implementado o suporte para formatos 1920×1080 pixeis. Recentemente, em Julho de 2010, foi lançado uma gama de vídeos no formato 4K, permitindo uma resolução de 4096×2072 pixeis.

Com todas essas novidades, o YouTube denominou os vídeos antigos por “Standart Quality” (SQ), alta qualidade ou “High Quality” (HQ) e alta definição ou “High Definition” (HD), colocando a opção de visualização por baixo de cada vídeo.

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Notas sobre YouTube

O Youtube foi inicialmente lançado com o intuito de se fazer o upload de vídeos e partilhá-los, mas rapidamente foi usado com outros objectivos. Com a divulgação de vídeos, as pessoas têm agora possibilidade de demonstrar as suas qualidades em vídeos caseiros.

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Na vertente profissional, o YouTube tem sido uma excelente ferramenta de trabalho, pois permite a divulgação de vídeos profissionais relacionados com os mais variados temas.

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Sobre: Rui Silva

Fundador e criador do site "i-Técnico - Informática Para Todos".

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