28 de Janeiro de 2026: A tempestade Kristin arrasa a zona centro de Portugal
A tempestade Kristin foi a maior jamais vista em Portugal!
O dia 28 de Janeiro de 2026 ficou marcado pela passagem da Tempestade Kristin, descrita por especialistas como uma “bomba meteorológica”, com o termo científico de “ciclogénese explosiva”, que devastou o centro de Portugal. Foi um dos eventos climáticos mais violentos das últimas décadas, gerando o que foi apelidado de “o maior apagão da história” do país.
O que é a “ciclogénese explosiva”?
É um processo em que uma depressão intensifica-se de forma muito rápida, devido a uma queda repentina da pressão atmosférica no seu centro num período de 24 horas. Associado ao desenvolvimento de ventos muito fortes e chuva intensa, traduz-se em tempestades de grande energia e impacto.
O impacto meteorológico
Este evento faz parte de um “comboio de tempestades”, que atingiu a Europa no início de 2026, exacerbado pelo aquecimento das águas do Atlântico.
A Kristin não foi uma tempestade comum, formou um fenómeno conhecido como sting jet, que concentra ventos de força extrema em áreas localizadas.
Na Base Aérea de Monte Real, registaram-se rajadas com níveis de furacão, no máximo de 177,8km/h (ver notícia clicando aqui). Em outras estações como Ansião (172km/h) e Leiria (156km/h) registaram valores nunca antes vistos nestas zonas.
O pico da destruição ocorreu na madrugada, entre as 4h e as 6h, apanhando a maioria da população a dormir. No entanto, sabe-se que houve pessoas alertas e acordadas com receio daquilo que poderia vir a acontecer.
Em Torres Novas, houve falha de energia às 4h34 da madrugada.
Destruição e Vítimas
Fala-se em destruição massiva, que paralisou 68 concelhos, especialmente no distrito de Leiria. Várias árvores dentro de cidades foram arrancadas com a força do vento, danificando casas e veículos.
Vítimas mortais: O número de mortes subiu para 10, incluindo mortes directas (queda de estruturas) e indirectas (inalação de monóxido de carbono de geradores e acidentes durante reparações).
Danos materiais: Mais de 200 mil casas foram danificadas. Em Leiria e na Marinha Grande, escolas foram destruídas e cerca de 8 milhões de árvores foram arrancadas, mudando a paisagem de zonas como o Pinhal de Leiria e a Mata Nacional dos Sete Montes.
Prejuízos: Estimam-se perdas superiores a 6 mil milhões de euros.
Colapso de infraestruturas
A rede eléctrica e de comunicações simplesmente deixou de existir em vastas regiões.
Blackout
Quase meio milhão de pessoas ficaram sem energia eléctrica. O colapso foi tão profundo que o restabelecimento total demorou semanas, quase um mês, em algumas aldeias. Já estamos em Março e ainda há casas sem electricidade.
Essa falha de energia eléctrica causou milhares de euros em prejuízo, desde a alimentos que não se conservaram a electrodomésticos avariados.
Isolamento
As principais vias, incluindo a Auto-estrada A1, foram cortadas por árvores e destroços. Sem comunicações móveis e sem Internet, as populações viveram momentos de pânico e isolamento total, relatando um sentimento de abandono nas primeiras 24 horas.
Resposta e consequências
Estado de Calamidade
O Governo declarou situação de calamidade para os 68 concelhos afectados, activando linhas de apoio e o regime de layoff simplificado para empresas que perderam a capacidade de produzir.
Apoio das operadoras de telecomunicações
Dado o elevado número de avarias, postes caídos, linhas cortadas e instalações que foram interrompidas, as operadoras e as empresas terceirizadas não tiveram mãos a medir com tanto serviço para repor todas as telecomunicações.
Todas as operadoras decidiram oferecer dados móveis ilimitados nas zonas mais afectadas para mitigar as falhas de rede fixa e Internet. Além disso, inicialmente, a MEO, OS e a Vodafone confirmaram que iriam devolver os valores pagos pelos clientes correspondentes aos dias em que ficaram sem serviço. Consequentemente, decidiram não cobrar a próxima factura que seria aquela que se iria receber final de Fevereiro.
Ademais, durante o período de reposição, as operadoras também disponibilizaram kits de contingência. No caso da Vodafone, trata-se de um router ZTE 4G MF920C, que teria de ser levantado numa loja oficial e entregue na mesma loja logo que o serviço de fibra óptica fosse reposto.

