Cookies: O que são e para que servem?
Não, não são bolinhos!! Aqui, não estamos num site de culinária. Neste artigo, explicamos o que são os cookies e para que servem.
O que são os COOKIES?
São pequenos ficheiros de text (.txt) que o site envia para o navegador (browser), que guarda esse ficheiro (🇧🇷 arquivo) e, da próxima vez que você visitar o site, ele “mostra” o ficheiro (🇧🇷arquivo) ao servidor.
Nesse ficheiro (🇧🇷arquivo), são armazenados muitos dados, para que o site que você visitar se lembre das escolhas que fez e da actividade que fez anteriormente.
Para que servem os COOKIES?
Os cookies são essenciais e necessários para a experiência moderna na Internet, e têm três funções principais:
1. Cookies Estritamente necessários (Funcionalidade)
Estes são fundamentais para as funções básicas de um website e para garantir que este funciona correctamente.
Gestão de Sessão: Permitem que o site o mantenha autenticado (com sessão iniciada), enquanto navega em diferentes páginas, para não precisar de fazer login em cada nova página que visita.
Carrinho de compras: numa loja online, memorizam os itens que adicionou ao seu carrinho, mesmo que continue a navegar ou feche a página acidentalmente.
Preferências do utilizador: lembram-se das pequenas configurações que você escolheu, como o idioma preferido, o tamanho do texto, se aceitou ou não os cookies.
2. Cookies de desempenho (estatísticas)
Estes recolhem informações anónimas sobre os visitantes utilizam um website.
Análise de desempenho: medem o tempo que demora a carregar uma página, quais as páginas mais visitadas e se encontrou algum erro.
Melhorias do site: os dados recolhidos ajudam os proprietários dos sites a identificar problemas e a melhorar a navegação e o conteúdo.
3. Cookies de rastreamento (publicidade e marketing)
Aqui reside a polémica. Estes cookies rastreiam o seu histórico de navegação em vários sites. Muitos sites instalam cookies que não são deles, mas sim de empresas de publicidade (Google, Meta/Facebook, etc.).
Publicidade direcionada: permitem que as empresas criem um perfil dos seus interesses (com base nos sites que visita, no que pesquisa, etc.) para lhe mostrar anúncios relevantes. Por exemplo, se pesquisou por “férias na praia”, poderá começar a ver anúncios de agências de viagens ou protectores solares noutros sites.
Cookies de Terceiros: são frequentemente instalados por domínios de publicidade diferentes do site que está a visitar (daí o nome terceiros). Estes são os que levantam as maiores preocupações de privacidade.
Quando foram criados?
O conceito moderno de cookies HTTP (Protocolo de Transferência de Hipertexto) foi criado em Junho de 1994 por Lou Montulli, um engenheiro de software da Netscape Communications, nos EUA. Na época, o Netscape (nome igual ao da firma) era o navegador mais popular antes do Internet Explorer e do Chrome).
Para conseguir esse cookie HTTP, Montulli usou o “cookie mágico”, que é um termo de computação antigo que se refere a pacotes de informações recebidos e enviados sem alterações nos dados.
Entretanto, simplicou-se o termo e passou a usar-se apenas “Cookies” em vez de “Cookies HTTP”.
É obrigatório o Aviso dos Cookies
A obrigatoriedade do aviso de Cookies na União Europeia (UE) remonta a 2009, com a actualização da Directiva e-Privacy (também conhecida como Lei dos Cookies).
Desde então, aparece uma janela irritante que você tem de fechar em todos os sites que visita e tudo isso por causa de uma guerra legislativa entre a União Europeia e as gigantes tecnológicas.
A verdade é que, quem começa a navegar na Internet, principalmente na terceira idade, atrapalha-se com essa janela e tem tendência a criar confusões.
Cronologia dos Cookies
1. O início (2002 – Directiva ePrivacy)
A Europa criou a primeira lei que exigia que os sites informassem os utilizadores se estivessem a ser rastreados. Mas, na altura, bastava um aviso discreto no rodapé. Ninguém dava qualquer importância.
2. O Aperto com a “Lei dos Cookies” em 2009
Então, a União Europeia actualizou a directiva para exigir consentimento prévio. Logo, o site não podia instalar o cookie antes do utilizador dizer “sim”. Foi aqui que os banners começaram a surgir, mas muitos sites ainda usavam truques (“ao continuar a navegar, aceita”).
3. Veredicto final (RGPD/GPDR) em 2018
O Regulamento Geral sobre a Protecção de Dados mudou tudo na Europa (e influenciou o mundo). Desde 25 de Maio de 2018, o aviso tornou-se brutalmente obrigatório e específico.
No Brasil, seguiu-se o modelo europeu com a LGPD (Lei Geral de Protecção de Dados), que entrou em vigor em Setembro de 2020 (com sanções a partir de 2021).
Nota do autor
Finalmente, quero aqui deixar a minha opinião. Os cookies são essenciais para a navegação na Internet. Mas, com a criação dos avisos, criou uma “fadiga de consentimento”, as pessoas estão tão fartas de clicar que aceitam tudo sem ler, o que ironicamente derrota o propósito da lei. É mais ou menos como aqueles contratos quando aceita instalar um jogo no computador, que ninguém lê (ou quase ninguém).
Outra situação é quando temos de ensinar aos mais velhos, na terceira idade, o que são os cookies e o que têm de responder quando visitam um site. Com a infinidade de tipos de avisos, é quase impossível explicar.


