Facebook e as crianças: debate aberto

O Facebook tem-se revelado uma rede social usada por todas as pessoas de todas as idades, o que pode tornar-se mesmo num caso sério no que diz respeito à pedofilia. Apesar de existir uma idade mínima de acesso ao Facebook (13 anos), há actualmente muitas crianças inscritas nesta rede, com menos de 13 anos. Como sabemos, na maioria dos casos, essas crianças usam e abusam do Facebook. E o que é que os pais sabem realmente sobre esta gigante rede social?

Nós saímos e andamos pelas ruas de Torres Novas e em algumas aldeias do concelho onde fizemos uma sondagem. Vamos conhecer as opiniões públicas.

Abordamos público de várias idades (desde os 25 anos para cima), com a seguinte pergunta:

“Imagina que tens um filho de 8 ou 9 anos e que este te pedisse para criar um perfil de Facebook.
O que farias?”

Das várias respostas que tivemos, a maioria tem o mesmo sentido: o Facebook é uma rede social que mete algum respeito aos adultos quando o assunto se trata de crianças. Podemos concluir após análise às respostas que existem diferentes classes de pais/adultos:

  • Os que têm conhecimento dos riscos do Facebook, porém aceitam criar o perfil à criança
  • Os que pura e simplesmente não aceitam criar o perfil
  • Os que ainda ponderam a criação do perfil, tentando informar-se com quem já tenha e quem esteja dentro do assunto da face “nociva” do Facebook.

Depois deste pequeno estudo, chegamos à conclusão que a maioria dos adultos não estão assim tão bem informados sobre o Facebook e toda a estrutura da rede online. Continuam a praticar actos que podem ser mesmo prejudiciais para a sua vida pessoal, partilhando fotografias de férias ou actualizações de estado quando estão de férias (divulgando assim a posição geográfica deles, o que significa que estão a pôr o lar deles à disposição dos ladrões), aceitando amizades de pessoas que não conhecem e que ninguém dos seus amigos conhece (pode ser bom, mas também pode ter o seu lado negro) sem fazer previamente uma selecção rigorosa, entre outras acções que podem afectar seriamente a vida de cada um.

Temos de ter em conta que: os pedófilos procuram crianças. Se essas contas das crianças não forem supervisionadas pelos pais, estas podem correr o risco de serem enganadas por esses pedófilos. Como? Os pedófilos não usam perfis verdadeiros. Não colocam nenhuma informação verdadeira. Podem adequar-se à necessidade de afecto da criança procurando assim tornar-se amigo, fazendo com que a criança se abra e tenha conversas que não tem com mais ninguém, nem com os próprios pais. Isso vai fazer com que a criança se aproxime do pedófilo, pois este vai tentar saber em que escola anda, que amigos têm, que problemas têm em casa (falta de relacionamento com os pais, situação profissional dos pais, entre outros problemas conjunturais que os pais podem, involuntariamente, divulgar aos filhos).

Os pais devem acompanhar a evolução da era digital e conceder a oportunidade da criança ter um perfil de Facebook, salientando alguns dos seguintes pontos a ter em atenção:

  • Ter acesso à conta da criança,
  • Verificar os amigos adicionados pela criança,
  • Certificar-se que os amigos são da mesma idade e que são pessoas conhecidas,
  • Limitar o tempo de utilização do Facebook,
  • Supervisionar todos os actos,
  • Explicar muito bem os perigos do Facebook,
  • Falar abertamente para as crianças.

Caso não se sintam à vontade com o assunto, os pais deverão procurar alguém que os informe, do bem e do mal, de ter uma conta de Facebook. Aconselho que procure alguém que tenha conhecimentos específicos sobre a maior parte do funcionamento do Facebook.

Agora que já conhece o estudo feito e as conclusões, gostaríamos que o leitor nos desse a sua opinião sobre este assunto.

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About Rui Silva

Fundador e criador do site "i-Técnico - Informática Para Todos".

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